ARTIGOS


Operação Volta às Aulas

Quais são os fatores que determinam a escolha de uma instituição de ensino para a educação de nossos filhos? São inúmeros fatores, dentre eles estão,  o projeto pedagógico, a formação e qualificação dos professores, a tradição, a qualidade das instalações físicas e de atividades complementares, a localização, preço das mensalidades  e com certeza a Segurança e Infraestrutura oferecida às pessoas que participam  do processo  educacional.
Devemos saber qual é o critério de contratação de professores e colaboradores, qual o número de alunos por sala, existe laboratório de informática, quadra e biblioteca, a cantina oferece alimentos saudáveis, a escola segue as  leis de acessibilidade, e como é feita a segurança patrimonial, do trabalho, das informações e segurança dos alunos ?
Não existe escola perfeita, mas neste início de semestre , quando visitamos diversos colégios em nossas grandes cidades devemos atentar para a estrutura proporcionada pela escola que garanta a segurança física e pessoal de nossos filhos, devemos inicialmente saber quem é o responsável pela segurança da escola e saber de sua formação e capacitação, existe um projeto de segurança, plano de segurança e análise de riscos? Os componentes da segurança escolar são treinados para as suas funções de segurança amigável? Como eles comunicam-se entre si, há rádio comunicação, celulares e Nextel ?  Os pais são fundamentais no processo de efetivação de um bom  modelo de segurança educacional, a fiscalização de todos determinará a diminuição de perigos e dos riscos envolvidos.
Ao chegar à Escola você deve verificar como é o sistema de controle de acesso e identificação e se a região onde a escola é localizada é violenta ou não. Muitas vezes os crimes e   delitos são diários e o trânsito trará riscos aos seus filhos, verifique a quantidade de bares e lanchonetes no entorno e a presença de ambulantes. Atualmente na cidade de São Paulo está em vigor a lei número 14.492  da Área Escolar de Segurança   que obriga a Prefeitura a realizar um conjunto de ações preventivas em parceria com a comunidade escolar, para melhorar a segurança das escolas . A Polícia Militar do Estado de São Paulo possui os Programas de Ronda Escolar e PROERD e a GCM tem patrulhamento eficiente para as escolas municipais. A segurança escolar é assunto importante que deve ser tratado com professores, pais,  alunos e especialistas em educação e segurança para que possamos reduzir o número de ocorrências, a violência e o crime em São Paulo e região.
Outro aspecto importante a verificar é o denominado escudo escolar, veja o estado dos portões da escola, se existem alarmes, verifique se há câmeras de vigilância e monitoramento nos locais adequados, e é muito importante verificar se os equipamentos de prevenção e combate a incêndios foram inspecionados pelos Bombeiros e se a prevenção de acidentes é uma cultura da escola, fale com o técnico de segurança da instituição. Muitos acidentes ocorrem na região de quadras, piscinas  e laboratórios de física e química e estes locais devem ter normas específicas de funcionamento.
Verifique como é contratado o Transporte Escolar, se está regularizado e se  a documentação dos condutores e do veículo estão em dia, alguns colégios de São Paulo possuem veículos rastreados por satélite e equipes especializadas neste serviço.
Creio que estes pequenos lembretes podem fazer com que seu início de semestre letivo seja mais tranquilo, pois nossa atenção e dos professores  deve estar voltada à melhor maneira de educar os filhos. A parceria com a escola  é uma aliança para que a educação escolar complemente a educação familiar.

Bom segundo semestre a todos, segurança é  a prioridade .

Autor Ulisses Nascimento – Consultor  de Segurança Educacional


VIOLÊNCIAS NAS ESCOLAS: CULTURAS SILENCIADAS 

por Miriam Abramovay e Mary Garcia Castro[1]

Os casos de violências nas escolas vitimizando jovens e professores é tema que vem galvanizando atenção em nível mundial e, de fato, merece políticas e debates.  Mas sua complexidade não é apreendida mesmo que nos fixemos nas preocupantes estatísticas e notícias, ou seja, não se reduz a uma história em que há vilões e vítimas, cabendo punir aqueles. E vem resistindo a resoluções legais e aparatos de repressão.  Também não satisfaz inculpar alguns atores, como a família, os próprios jovens e os professores. Pode transitar por níveis diferentes de análise, quando há que discutir em qual sociedade vem se dando tais casos, em que instituição , – no caso a escola -  e o que se conhece sobre juventudes, em especial por suas práticas, vontades e verbos.
Foto: Celso Junior/AE
Foto: Celso Junior/AE
É quando o próprio conceito de violência na escola deve ser ampliado para além daqueles atos que ferem e matam – ameaças, agressões físicas, armas, tráfico de drogas, roubos e furtos.
As violências nas escolas não se limitam a violências físicas. Pedem o acento na ética e na política e a preocupação em dar visibilidade àquelas que ofendem a identidade e dignidade do outro, como o racismo, o sexismo e a homofobia.
As violências nas escolas são a antítese da razão, pautando-se por relações em que não há lugar para o diálogo, a comunicação e a negociação, pilares básicos da educação.
Defendemos que a escola não lida com temas que são básicos e que são sentidos como violências pelos jovens, comprometendo seu bem estar e desempenho escolar, o não reconhecimento das suas identidades ou buscas identitárias e o clima escolar. Tal processo estimula violências que muitas vezes só são reconhecidas quando tomam a forma de “violências duras”[2]. Há que ter mais sensibilidade pedagógica para lidar com a alteridade e a diversidade.
Há um hiato entre a cultura escolar e a cultura juvenil, o que é pouco destacado quando se discute violências nas escolas. E o não conhecimento e reconhecimento do outro, da outra, é uma violência que propicia violências.
O descompasso entre a cultura escolar e a cultura juvenil, a falta de sensibilidade pelas formas de ser dos jovens e como esses privilegiam a comunicação, os saberes que decolam do corpo e das artes, seriam também fontes de conflitos que podem potencializar violências nas escolas.
O jovem é despido da condição de ser jovem ao se transformar em “aluno”. É visto por uma perspectiva exterior, por uma imposição normativa do sistema de ensino, perdendo-se de vista suas buscas e os parâmetros de comportamento que fazem parte das modelagens de juventudes. Desconsidera-se, portanto, culturas juvenis, que se caracterizam por serem dinâmicas, diversas, gregárias e que privilegiam linguagens performáticas várias.
A cultura escolar, muitas vezes, se baseia em uma violência de cunho institucional, a qual se fundamenta em diversos aspectos que constituem o cotidiano da escola – como o sistema de normas e regras que pode ser autoritário, as formas de convivência, o projeto político-pedagógico, os recursos didáticos e a qualidade da educação. Tais constituintes dessa cultura não necessariamente respondem às características, expectativas e demandas dos jovens do século XXI, o que gera tensão no relacionamento entre os distintos atores sociais.
A forma de vestir, por exemplo, é uma marca juvenil que os diferencia dos adultos. Usarpiercing não é uma provocação: é ser jovem e os adultos têm dificuldade de “suportar” marcas do “ser diferente”. A escola não apenas questiona a conduta, como quer padronizar as aparências. Em geral é proibida a entrada de jovens com celular, piercing, touca, boné.  O uso do boné, no entanto, é uma questão estética e um dos principais traços identitários de muitos jovens e adolescentes.
A cultura juvenil, entre vários jovens, alimenta-se da chamada cultura de rua e a violência é um componente essencial dessa cultura, tanto para garantir a sobrevivência dos jovens como para que os mesmos sejam respeitados. E, portanto, cometer atos de violência torna-se signo de força, de virilidade, de credibilidade, em um mundo onde eles sentem pouca confiança nas instituições que, em tese, deveriam protegê-los.
Os jovens vivem em uma “sociedade do espetáculo” cujos valores se pautam pela fama e o poder. Não se trata de apologia da cultura juvenil quando esta se entrelaça com a cultura da violência, mas alertar que há que conhecer a formação de tal entrelace para melhor, junto com os jovens, criticar tal sociedade.
A escola tende a considerar a juventude como um grupo homogêneo, socialmente vulnerável, desprotegido, sem oportunidades, desinteressado e apático. Desconsidera-se o que é “ser jovem”, inviabilizando a noção do sujeito, perdendo a dimensão do que é a identidade juvenil, a sua diversidade e as diversas desigualdades sociais.  O verbo do jovem não é conjugado na escola.


[1] Miriam Abramovay - Socióloga, Pesquisadora, Coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da FLACSO-Brasil, bolsista da FAPERJ e membro do  NPEJI-Núcleo de Pesquisas e Estudos sobre Juventudes, Identidades, Culturas e Cidadanias – CNPq/UCSAL
Mary Garcia Castro – Professora da UCSAL, Programa de Pós Graduação em Família na Sociedade Contemporânea e Mestrado em Políticas Sociais e Cidadania; Co-Coordenadora do NPEJI- CNPq/UCSAL; pesquisadora do CNPq; pesquisadora da FLACSO-Brasil  e bolsista da FAPERJ
[2] Entende-se por violências duras aquelas que são reguladas pelo código penal.



Segurança em instituições de ensino

Caracterização do problema e demonstração da importância social

Quais são os fatores que determinam a escolha de uma família pela melhor instituição de ensino para a educação e formação de seus filhos nos grandes centros urbanos do Brasil? 
Com certeza, a QUALIDADE do corpo docente e sua capacitação, a seriedade do projeto pedagógico, a localização e as condições das instalações físicas e a segurança. 

É neste ponto que o Consultor de Segurança entra em cena como um grande parceiro, pois a maioria das instituições de ensino públicas e privadas carece de um planejamento minucioso de segurança e de um projeto básico de gerenciamento predial - que identifique, analise, avalie e trate com exatidão os riscos e as necessidades de segurança, como as suas áreas de atuação, os recursos humanos, equipamentos, meios e medidas, e considerando a utilização de modernas tecnologias de segurança existentes no mercado, e baseados na ISO 31000. 


Os projetos que devem ser elaborados são integrados com as atividades da instituição, oferecendo a mais econômica, eficiente e eficaz solução para a proteção e segurança de seus professores, pais e responsáveis, alunos e colaboradores. 


Diversos estudos elaborados pela UNESCO e pelo Colóquio de Violência nas Escolas e Políticas Públicas, realizado em Paris, mostram que as instituições de ensino estão entre os espaços sociais que mais preocupam, devendo ser espaços seguros, pois seguranças escolar e universitária constituem um problema que afeta a vida, a integridade física, emocional e psicológica dos agentes de educação, vide Bullying e Sindrome de Burnot.


Bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma. 


A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, definido pelos estudiosos como um estado de esgotamento físico e mental cuja causa está intimamente ligada à vida profissional e afeta mais as categorias de professores, médicos e enfermeiros. 

A violência ou a ameaça de violência em suas diversas vertentes tem impacto direto na qualidade da educação e na continuidade do negócio da educação. O trabalho de um Consultor de Segurança nesta área específica deve seguir a seguinte metodologia:


Avaliação Situacional e Análise Estratégica de Riscos (ISO 31000): 


Planejamento Estratégico de Segurança, determinação dos fatores que poderão trazer prejuízos à Instituição e seus frequentadores (perigos), da sua probabilidade de ocorrência (riscos) e da perda esperada em caso de ocorrência de cada risco; 


• Planejamento Tático/Técnico de Segurança e Proteção:


Proposta detalhada e descrição técnica das medidas a serem adotadas para alcançar a maior mitigação de riscos e redução da perda esperada com o melhor custo/benefício; 


• Gestão Operacional da Implementação do Planejamento Tático/Técnico aprovado: 


Administração e controle das medidas a serem adotadas; 


• Planos de Emergência e de Contingência: 


Estes serviços avaliam e desenvolvem planos de emergência e contingência, realizam exercícios e/ou treinamentos de resposta, planejam como será realizada a comunicação durante e após a ocorrência, e montam as equipes que atuam em casos de crises; 



• Montagem de Equipes e Treinamento para Resposta a Perigos em Escolas: 

Treinamento para prevenção e intervenção à ação de gangs, vandalismo, espionagem, sequestros, utilização e tráfico de drogas e outros perigos; treinamento a administradores e agentes de transporte escolar para prevenir, administrar e responder a acidentes, violências e outras emergências em vans e ônibus escolares; montagem de equipes e organização de campanhas de mesa limpa, palestras, jogos de empresas e Endomarketing de segurança e proteção; treinamento para mitigação do risco de Responsabilidade Civil, entre outros perigos;


• Investigações e Resposta a Ocorrências de Segurança: 


Investigações sobre consumo e tráfico de drogas, furtos internos, assaltos, ameaças, tentativas de sequestros, porte de armamento e outros. Suporte pós-crises aos administradores, gestores de segurança e toda comunidade acadêmica. 


• Projetos de Segurança Ambiental: 


Reciclagem e Separação do lixo produzido na Instituição; Destinação correta do lixo comum e armazenamento adequado; Palestras, treinamentos e Endomarketing;


Temos falado em nossos cursos e palestras que este tema deve ser tratado por equipes multidisciplinares, pois os problemas de violência e crime nas escolas no Brasil estão aumentando consideravelmente. Damos destaque aos aspectos técnicos do Gerenciamento de Riscos em Escolas, e a criação do Plano de Prevenção, Controle e Disciplina, mas não podemos deixar de tratar o tema pelo ângulo da necessidade de comportamentos preventivos saudáveis dentro da Escola. Segurança é a soma combinada de medidas integradas tais como: segurança física de instalações, segurança eletrônica, procedimentos, recursos humanos e a pronta resposta às ocorrências.


Segundo o Center for Disease Control and Prevention (CDC), que desde 2001 estuda o tema e estabeleceu e publicou normas de prevenção de lesões acidentais, violência e suicídios nas escolas, temos que criar um ambiente que promova segurança e as lesões. Os estudos indicam abordagens integradas em oito esferas:


• Ambiente Social;

• Ambiente Físico;

• Educação em Saúde;
• Educação Física e Atividade Física Extracurricular;
• Serviço de Saúde;
• Resposta a Crises, desastres e acidentes que afetem a Comunidade Escolar;
• Integração entre a escola, família e comunidade para prevenir lesões;
• Capacitação dos colaboradores e atores educacionais.


O tema é complexo. Para mais informações sobre o tema, acesse:www.slideshare.net/ulissesnascimento 



Ulisses Nascimento, gestor de Segurança Privada formado pela Universidade Paulista. Aluno do MBS 32 da Brasiliano / FESP, pós-graduando em Educação na Universidade Paulista. Profissional com mais de 25 anos de experiência na área de segurança corporativa, oficial da reserva do Exército Brasileiro na arma de Cavalaria, Instrutor e ex-coordenador de Segurança Universitária e Gestão de Riscos no Campus Anchieta da UNI. Especialista formado pela mesma Universidade, atual assessor técnico do GIASES (Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo) apoiado pelo SEMESP, membro da OBESST, associado à ABSO, ex-diretor do Conseg do 83DP – Parque Bristol SP, membro da Comissão Estadual de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, ex-coordenador de Governo da ABGS nos anos de 2007 - 2008 e atual vice-presidente da Área de Governo e Assuntos Internacionais do IFIDUS. Sócio do Portal Escola Protegida e Security Manager da Grans Nascimento Associados – Consultoria de Negócios em Segurança e instrutor do Corpo de Segurança da Indústria Kania de Capivari/SP




Entrevista de Ulisses Nascimento, CES para a Revista 

Fotonews

Ulisses Nascimento - Gestor de Segurança Privada formado na Universidade Paulista. Pós Graduando em Educação na Universidade Paulista ,  MBS da FAPI FESP /Brasiliano Consultoria. Profissional com mais de vinte e cinco anos de experiência na área de segurança corporativa, oficial da reserva do Exército Brasileiro na arma de Cavalaria, Instrutor e EX Coordenador de Segurança Universitária e GR no Campus Anchieta da UNIP, especialista formado pela mesma Universidade, atual Assessor Técnico do GIASES ( Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo ) , membro da OBESST, associado à ABSO, ex diretor do Conseg do 83DP – Parque Bristol SP , membro da Comissão Estadual de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, Coordenador de Governo da ABGS nos anos de 2007 - 2008 e Vice Presidente da Área de Governo do IFIDUS. Possui diversos cursos de Extensão Universitária na Brasiliano Associados e Universidade São Judas na área de Gerenciamento de Riscos , Planejamento de Segurança e Cenários Prospectivos . Indicado três anos seguidos 2007, 2008 e 2009, para receber o Prêmio Destaque da Segurança Empresarial no Brasil pelo portal CIPANET. Palestrante e articulista de diversos sites e Revistas especializadas na área de segurança. Sócio do Portal Escola Protegida e Security Manager da Grans Nascimento Associados Brasil.


Revistafotonews - Qual foi o maior aprendizado que você teve na Segurança ?
Ulisses Nascimento - Caros leitores, o maior aprendizado que tive na área de Segurança Corporativa é que devemos nos comprometer com o trabalho e nos dedicarmos de coração pelo que fazemos, em algumas palestras motivacionais para corpos de segurança em indústrias e universidades destaco a importância da paixão que temos que imprimir ao nosso trabalho, tenho muitos amigos no segmento e todos sabem que pelo menos a quinze anos tenho me destacado como um grande colaborador para o engrandecimento da profissão de Gestor de Segurança e na redução dos índices de criminalidade nas Escolas e Universidades.


Revistafotonews - Quais são os objetivos do Portal Escola Protegida ?
Ulisses Nascimento - O Portal Escola Protegida está em construção, pois a sua primeira versão tratava de uma consultoria de Análise de Riscos em Escolas e Universidades e como era um Portal Comercial deveria gerar negócios, fato que não ocorreu.Como é de seu conhecimento estamos trabalhando em uma nova configuração e que poderá ser mais interativa com professores, alunos e todos que estão no meio escolar. As pesquisas continuam e estamos recebendo várias demandas de outras cidades e pelas redes sociais todos poderão obter informações, inclusive pela Revista Fotonews.
Minha nova Consultoria está criando uma revista eletrônica sobre o segmento e estaremos lançando em breve, inclusive com treinamentos para professores e reportagens inéditas sobre o ambiente escolar no Brasil.


Revistafotonews - Como é a Segurança nas Escolas?
Ulisses Nascimento - A Segurança nas Escolas públicas e privadas do Brasil ainda é muito amadora, pois não há o comprometimento das altas direções e de governantes em realizar um trabalho profissional, estamos falando sobre a segurança nas escolas do Brasil inteiro, desde as regiões ribeirinhas da Amazônia até o Sul do Brasil. As edificações são problemáticas e muitas não oferecem o mínimo de condições para o exercício de profissão dos professores.
Segurança em Escola começa com a construção do prédio, sua localização e aparelhos para todas as atividades, a segurança do trabalho não pode ser negligenciada com a formação de Brigadas de Incêndio e CIPA, a patrimonial deve cuidar para que haja um diagnóstico sobre crime e violência e a análise de riscos deve ser feita por profissional especializado e uma política de segurança deve ser feita por uma equipe multidisciplinar.
A violência nas escolas é um problema mundial que está causando muitas perdas para as comunidades, famílias e empresários do segmento. As verbas pagas com Segurança não são despesas e sim, um investimento.


Revistafotonews - Existe uma preocupação das escolas Públicas com a Segurança ?
Ulisses Nascimento - Como falei anteriormente existe um amadorismo, todas as escolas adotam modelos particulares e próprios de cada região mas deixam a desejar, em muitos Estados do Brasil como SC,RS,MT e DF existe a preocupação da criação de Núcleos de Segurança Escolar e até a criação de Consegs Escolares, onde diversos membros e autoridades discutem estratégias para a redução de ocorrências principalmente de furtos e roubos, agressões físicas e verbais, atropelamentos, vandalismo, drogas etc.
Os governos devem investir em Gestão Integrada de Segurança e dotar os orçamentos de verbas para este fim específico.
Em São Paulo, a legislação sobre o tema é muito antiga e vários governos pretenderam criar seus Planos de Segurança Escolar, aqui a Polícia Militar e a Metropolitana estão de parabéns pelo trabalho com as Rondas Escolares.
No município de São Paulo temos a Lei 14492 de 31Jul07 - da Área Escolar aprovada pela câmara dos vereadores, que foi idéia do professor e vereador Elizeu Gabriel.


Revistafotonews - Como a Segurança Privada pode colaborar com as Escola ?
Ulisses Nascimento - Como os quadros de vigias e profissionais de portaria das Escolas a muitos anos não estão sendo contratados , vejo como uma grande oportunidade a contração de empresas especializadas em vigilância e portaria para o setor de segurança das escolas públicas e privadas no Brasil, inclusive em muitos centros de formação de vigilantes os cursos de controladores de acesso e segurança em escolas e universidades começam a ser ministrados, gerando uma mão de obra especializada para tratar com diversos públicos, da educação infantil até a universidade.
As empresas especializadas devem sempre reciclar seus colaboradores com especialistas na área, para garantirem a continuidade de negócios de seus contratos.
A Segurança privada já opera em diversas escolas e universidades particulares e públicas.


Revistafotonews - As escolas particulares tem se preocupado com a segurança dos seus alunos como deveriam?
Ulisses Nascimento -Muito, Luiz. As Escolas e Universidades particulares têm investido milhões de reais para garantir a segurança e conforto de seus clientes, colaboradores, professores, pais e responsáveis.
O Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo ( GIASES ) que é apoiado pelo SEMESP foi criado a treze anos para que os gestores de segurança nas escolas e universidades pudessem trocar informações e experiências para reduzir a criminalidade nas Escolas.
O aperfeiçoamento dos gestores em planejamento de segurança e gestão de riscos de acordo com a ISO 31000 está a todo vapor, e esperamos que os investimentos continuem sendo maciços em campanhas de conscientização para a redução da violência.


Revistafotonews - O que pode ser feito para que nossas crianças tenham segurança?
Ulisses Nascimento - Para que nossas crianças tenham mais segurança é necessário que, desde o ambiente familiar ,elas estejam acostumadas e treinadas em prevenção de acidentes e orientadas para como agir com calma em situações de risco. O diálogo com pais e responsáveis e depois com amigos e professores pode fazer com que determinadas situações críticas não aconteçam, pois infelizmente, nossos jovens são o principal alvo dos traficantes de drogas e na própria residência sofrem violência doméstica. A escolha por uma instituição escolar que tenha tradição e que respeite os direitos das crianças e adolescentes, e que possua professores capacitados é um bom início, depois os pais poderão verificar as condições da edificação e planejar como será o dia a dia de seus filhos, o controle de acesso e identificação nas portarias e nos estacionamentos é rígido? O ambulatório médico tem profissional habilitado para tanto, o sistema de prevenção e combate a incêndio funciona, o gestor de segurança possui referências e treinamento para liderar, os alarmes funcionam, as câmeras de CFTV estão monitorando e gravando os fatos?
Temos todas as condições de dar a segurança que nossos filhos merecem a partir do momento que recebamos as informações de segurança e possamos prevenir todas as situações que dêem aos nossas jóias preciosas o melhor estudo e formação.


Revistafotonews - Quais são os tipos de acidentes mais comuns nas escolas ?
Ulisses Nascimento - Os acidentes mais comuns em escolas são as quedas e as lesões referentes à prática de esportes. A Escola deve estar preparada com um ambulatório e ter em seus arquivos os históricos médicos de cada aluno, além do fone dos responsáveis para que em caso de emergências médicas o pronto atendimento e resposta possa garantir a vida do aluno.
Devem ser criados protocolos e planos de emergência pelo setor de Segurança da Escola, um grande exemplo de planejamento de segurança é o da Fundação Salvador Arena que conheci no ABC de São Paulo.
Os atos e as condições inseguras devem ser estudadas pelo SESMT da instituição e a prevenção de acidentes , ser norma para que todos sigam no dia a dia.
Os professores devem ter conhecimento de primeiros socorros para que quedas, cortes, queimaduras,fraturas,desmaios, engasgamentos sejam tratados com urgência.


Revistafotonews - As normas de Segurança estão sendo respeitadas?
Ulisses Nascimento - Infelizmente as Normas de Segurança somente existem em determinados setores como no Trânsito, transporte Escolar, Segurança do trabalho, segurança de informações, edificações, AVCB do Corpo de Bombeiros e após uma breve verificação vemos que temos que evoluir muito culturalmente neste quesito que é a obediência a lei e as normas.
Para a Segurança Corporativa, e Patrimonial ainda teremos que estudar e compor os Grupos de Estudos da ABNT para que normas do setor sejam criadas.
Os professores tem um importante papel de multiplicadores de cultura de segurança, pois a partir deste momento poderemos ter a escola como um ambiente de Paz.
A UNESCO possui trabalhos na área e esperamos que o Amigos da Escola e o Criança Esperança possam melhorar as condições de segurança em nossas escolas e as balas perdidas não matem nossos alunos e nossos sonhos no ambiente escolar.


Revistafotonews - Como é a segurança nas escolas em outros Países?
Ulisses Nascimento - O Portal Escola Protegida, o GIASES, e a Grans Nascimento Brasil estão estudando a muitos anos a situação da segurança escolar no mundo, e esperamos em breve fazer um grande evento para profissionais da área de educação para trocar figurinhas, sabemos que a FAAP trouxe a pouco tempo especialistas de Nova YorK para debater a questão do Programa Tolerância Zero – Choque de ordem nos USA para a área Educacional e esperamos que todos possam aprender muito com o evento a ser planejado.
Nos USA temos o problemas dos classroom killers, fatos que todos recebemos informações das graves ocorrências, na Colômbia o exército toma conta das Escolas , no Brasil temos diversas realidades mas no RJ a situação é crítica com escolas em áreas de guerra urbana.
No Japão temos uma grande incidência de suicídios, na África as gangues atacam a cada momento, na Rússia tivemos a tragédia de Beslam, na Índia centenas de crianças morrem em incêndio em escolas de lata, na Europa a preocupação com terrorismo faz com que hajam muitos treinamentos e planos de evacuação e o projeto mais avançado é o Escola Segura de Portugal.
A segurança escolar deve ser um tema para ser discutido pelos presidenciáveis , inclusive já pedimos um encontro com o senador Cristovam Buarque e com o candidato José Serra pois está sendo discutido em Brasília o PLS 191/08 sobre a criação da Agencia Nacional de Segurança Escolar do MEC.


Revistafotonews - Funcionários, Alunos e Professores estão seguros hoje nas escolas?
Ulisses Nascimento - Creio que a Segurança é uma das maiores necessidades do ser humano, e deve ser garantida por todos. Sua escola ou universidade deve estar atenta aos perigos e aos riscos a que estão expostos pois não é só de controle de acesso e identificação que podemos falar , mas a segurança nos laboratórios de química, a PREVENÇÃO DE ACIDENTES E O SISTEMA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS , as Rondas Escolares, os Consegs, o trânsito no entorno etc
Todos devem estar comprometidos com a segurança pois o perigo compromete a existência das pessoas, das instituições e dos negócios.

Nenhum comentário:

Postar um comentário