quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

VOLTA ÀS AULAS EXIGE ALGUNS CUIDADOS / PESO DAS MOCHILAS


Dezembro e janeiro foram meses de descanso, viagens e muito divertimento, mas o período de férias acabou, e é chegada a hora de voltar à sala de aula. Em Contagem, tanto os alunos da rede pública quanto da particular já estão retomando a rotina dos estudos.

Agora, o desafio é ajustar novamente os horários, comprar os materiais escolares, lavar e passar os uniformes, preparar o lanche e ficar de olho nas despesas com a educação. No entanto, existem diversas outras questões que não podem ser ignoradas. Uma delas é a velha questão do peso das mochilas. Livros, cadernos e apostilas enchem as mochilas dos estudantes, e o peso carregado por eles, diariamente, preocupa pais e especialistas. Usar o modelo adequado de mochila, carregá-la de forma correta e eliminar itens desnecessários são algumas das alternativas que podem amenizar o problema. Há escolas que têm adotado medidas como instalar armários para o aluno guardar o material.
A Academia Americana de Pediatria considera que o ideal é que a mochila tenha entre 10% e 20% do peso corporal do estudante. Há estudos que apontam que o ideal é que o peso da mochila não exceda 10% do peso corporal. Má postura, dores e problemas de locomoção são alguns dos problemas que o excesso de peso pode causar, de acordo com a cartilha feita em parceria pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) e o Proteste.
Ao escolher uma mochila, é importante que ela não pese mais que meio quilo quando vazia. O ideal é que seja de duas tiras, pois as de uma tira não distribuem o peso uniformemente nos ombros. O estudante deve tensionar as tiras para que a mochila fique bem junto ao corpo e aproximadamente cinco centímetros acima da linha da cintura.
Indecisos
Embora o período letivo já tenha se iniciado, muitos pais ainda têm dúvidas sobre a escola que os filhos vão frequentar. Existem vários fatores que devem ser analisados com calma para a tomada dessa decisão, entre eles estão a proposta pedagógica, a qualidade do corpo docente, o material utilizado, o ranking do Enem, a afinidade com a família, a estrutura física e, claro, a opinião do aluno – da mesma maneira que ele não pode decidir sozinho, os pais também não devem decidir apenas com a sua percepção. Estar feliz é o primeiro passo para o aluno começar bem.
Inflação
A inflação referente aos gastos escolares aumentou o dobro da variação geral de preços, conforme divulgou, no início do mês, a Fundação Getúlio Vargas. Apesar disso, a taxa registrada em janeiro de 2015 foi menor que a do mesmo mês em 2014.
Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) encerrou o mês de janeiro com variação de 1,51%, os gastos com material escolar, livros, transporte, cursos e lanchonetes chegaram a 3,73%. Em janeiro do ano passado, o indicador somou 3,80%.
A maior inflação foi registrada nos cursos formais, que incluem os ensinos fundamental, médio e elementar, com 6,29% em janeiro. A alta foi menor que a registrada no ano anterior, de 6,62%.
Os cursos não formais, de inglês e informática, também tiveram inflação menor, caindo de 2,82%, em janeiro do ano passado, para 1,79% no primeiro mês deste ano. O mesmo comportamento foi registrado no transporte escolar, que teve inflação de 4,35% no início do ano passado e de 3,28% neste ano.

Nenhum comentário:

Postar um comentário