quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ESCOLAS DO PARÁ EM CONDIÇÕES PRECÁRIAS

Um levantamento realizado pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com o Ministério Público Estadual (MPE) apontou que grande parte das escolas do Pará está em condições precárias e apresenta algum tipo de deficiência de ordem estrutural, pedagógica e de inclusão. A Secretaria de Educação do Estado (Seduc) disse que ainda não recebeu o diagnóstico do Ministério Público.
Os primeiros dados divulgados são do município de Ananindeua, na região metropolitana deBelém, e a escola municipal Evangelho Quadrangular, localizada no bairro de Águas Lindas, surge na lista entre as mais problemáticas. A direção da escola disse que a Prefeitura de Ananindeua tem planos para reformar a unidade.
O espaço, que recebe 250 alunos matriculados para o ano letivo de 2015, de idades entre seis e 11 anos, não oferece condições adequadas para os estudantes. São apenas dois bebedouros e dois banheiros: um deles interditado e em outro, a torneira não funciona. O refeitório também é improvisado, a escola não tem área de lazer e em vários pontos do telhado, as telhas afastadas fazem com que as salas de aula fiquem alagadas em dias de chuva.
Além de todos os problemas, alunos e professores convivem com o medo provocado pela falta de segurança. Para driblar a situação, cadeados mantêm todas as portas das salas trancadas.
"A insegurança é muito grande. Nós precisamos dar uma condição melhor para as nossas crianças", reclama Socorro Silva, diretora da escola.
Das 160 escolas estaduais e municipais existentes no município, 54 delas foram visitadas. Aspectos como falta de manutenção, de biblioteca, merenda escolar, segurança, banheiros, climatização e a presença de professores capacitados foram analisados.
"A maior parte das escolas precisa de reformas estruturais, quase não tem para-raios, estrutura de incêndio em funcionamento. Algumas tiveram falta de alimentação escolar durante o ano letivo", detalha a procuradora da República, Melina Tostes.
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintepp) de Ananindeua teve acesso ao estudo e pretende acompanhar as ações de melhoria.
"É preciso que o Ministério Público transforme essas informações que ele está divulgando para a sociedade em ação, que ele obrigue o Poder Público municipal e estadual a tomar conta do que deve", cobra Andréa Salustiano, diretora do Sintepp.
G1

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