terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

INFRAESTRUTURA PARA ESCOLA DO TOCANTINS

Professores usam reboco de parede como lousa em escola do Tocantins

Por  G1 
Obras estão paradas há mais de um ano em escola de Ananás.
Alunos reclamam da falta de infraestrutura e do calor.

O Colégio Estadual Getúlio Vargas, em Ananás (TO), no norte do estado, está em processo de construção desde 2010. A obra está parada há mais de um ano. Em função disso professores e alunos enfrentam problemas para conseguir dar continuidade ao calendário escolar. São cerca de 620 estudantes divididos em 23 turmas, que precisam enfrentar o calor e a falta de infraestrutura do local.
O professor Antonio Carlos Pereira usa o reboco de uma parede como lousa. "Se estiver chovendo não tem como vir para essa sala. Não tem como dar uma boa aula porque não tem estrutura", desabafa.
A escola passaria a ser de tempo integral após ser contemplada por um projeto do governo estadual. Por isso uma nova estrutura estava sendo construída. O projeto previa oito salas amplas, quatro laboratórios e uma quadra esportiva coberta. Mas no lugar das benfeitorias, muito mato. As poucas salas que receberam cobertura servem de depósito para materiais antigos, como carteiras e mesas.
O prédio antigo não tem mais espaço. Os professores tem que dividir uma sala com vários materiais que não são mais utilizados, por causa da falta de espaço. A estudante Daniela Silva diz que "a escola velha era melhor". Apenas cinco salas de aula podem ser usadas e por isso, elas estão superlotadas. Os alunos tem que estudar em um espaço pequeno, com pouca ventilação e sem ar-condicionado.
Os estudantes dizem que às vezes um ou outro aluno passa mal na sala de aula. "[O problema] é o calor na sala, [a gente] vem pra cá (sic) não tem piso, não tem quadro, [faltam] muitas coisas" diz o estudante Gabriel Lopes. "Muitos alunos aqui começam a passar mal por causa do calor. Alguns vomitam ou tem dor de cabeça", explica a estudante Maria Antonia Costa.
A professora Inês Borges diz que os estudantes têm dificuldade para aprender. "A escola tem um alto índice de reprovação. A gente nem pode exigir tanto dos alunos porque eles não têm culpa dessa situação em que eles estão estudando" conta.
Resposta
A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) afirmou que a obra parou para que fosse feita a readequação do projeto, mas garantiu que as obras serão retomadas em 45 dias. Quanto a reclamação dos estudantes sobre o calor, a Seduc informou que no momento não há previsão para resolver o problema.


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