sábado, 25 de maio de 2013

SEGURANÇA ESCOLAR EM NATAL

Segurança na escola pública é falha

Publicação: 23 de Maio de 2013 às 00:00
Valdir Julião - Repórter

Uma pessoa que não faz parte da comunidade escolar de um bairro em Natal, hoje, tem acesso ao interior de um estabelecimento da rede pública de ensino com facilidade. A segurança na rede pública estadual é falha. Na manhã desta quarta-feria (22), a  TRIBUNA DO NORTE esteve em três escolas da rede estadual de ensino e, em duas delas, o repórter passou por dois portões e entrou sem que fosse incomodado. Em um dos casos, a TN flagrou  o porteiro terceirizado da empresa prestadora de serviços à Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC) – a Interbrasil,  aguando  um pé de coqueiro na área externa da Escola Estadual Jean Mermoz, situada na rua Barão de Mauá, no Bom Pastor, Zona Leste de Natal.
João Maria AlvesParte das escolas tem Guarda Patrimonial. As que estão em áreas de risco possuem segurança privada contratada pela SecretariaParte das escolas tem Guarda Patrimonial. As que estão em áreas de risco possuem segurança privada contratada pela Secretaria

O diretor da E.E Jean Mermoz, Francisco de Assis Varela, disse que tem quatro servidores que atuam na área de limpeza do prédio e admitiu que pode ter havido um descuido da parte do  porteiro. “Ninguém manda que ele vá aguar planta, se foi, ele foi de livre espontânea vontade”. Francisco Varela disse que, às vezes, acontece de alguém pedir para o porteiro pegar a mangueira e, na volta pode ter ocorrido dele aguar a planta, tendo ele garantido que vai conversar com o porteiropara que tenha mais cuidado com a portaria.

O diretor da Jean Mermoz afirma que, realmente, o porteiro  “não tem a mesma noção de segurança de um vigilante que faz um treinamento”, mas adiantou que, por isso, não está existindo casos de violência, além de algumas desavenças normais que possam acontecer entre adolescentes dentro da escola. Varela informou que a escola Jean Mermoz não tem vigilantes no horário diurno, mas confirmou que dos três guardas patrimoniais que faziam vigilância no período noturno, ficou apenas um que vem a cada três dias.

No entanto, Varela confirmou que nas salas de direção, de vídeo, biblioteca, cozinha, estão instalados alarmes eletrônicos monitorados pela empresa de vigilância Emvipol, que mandam vigilantes ao local quando o alarme dispara. “Quando acontece de eu abrir o portão e o alarme disparar, ligo e passos os meus dados todos para a Emvipol”, disse o diretor da Jean Mermoz, que conta com 1.526 alunos nos três turnos.

A vigilância eletrônica também ocorre durante à noite na Escola Estadual Padre Monte, nas Rocas, onde o repórter adentrou pelo saguão depois de passar dois portões. Um porteiro da Interbrasil havia saído para consertar a torneira de um bebedouro e outro admitiu que tinha ido colocar o cadeado em outro portão do laudo da entrada da escola.

O coordenador administrativo da E.E Padre Monte, Carlos Antônio de Oliveira Barbosa, disse que está há 24 anos trabalhando no estabelecimento, mas nos últimos quatro anos “a comunidade veio para dentro da escola” e não existe casos de violência. Carlos Barbosa minimizou o episódio, informando que “viu pelo vidro” quando o repórter entrou e conhece quando a pessoa não é da comunidade.

Apenas na Escola Estadual Maria Queiroz, em Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal, a reportagem da TN foi barrada por um porteiro da Interbrasil, que encerrou a conversa ao celular quando viu uma pessoa estranha se aproximar. O porteiro perguntou ao repórter a quem queria se dirigir e o levou até a sala da vice-diretora  Rejane do Nascimento Souza. “Quando o porteiro sai, fica outra pessoa na entrada da escola”, disse ela.

A dirigente da E.E. Maria Queiroz disse que está há sete anos naquela escola e não é de seu conhecimento que tenha ocorrido alguma violência devido o aumento da criminalidade, nesse período. Rejane Souza afirmou que ocorre, o que é normal para a idade, desavenças entre adolescentes “que são resolvidas pelo Conselho Escolar”, integrado, inclusive, pelos pais dos 1.380 alunos.

O problema maior de insegurança, segundo ela, ocorre nos  feriados prolongados e fins de semana, à noite, que a vigilância fica descoberta. Ela relatou casos de destelhamento e arrombamento do almoxarifado. Para evitar os roubos de computadores e equipamentos de som, como já ocorreu, ela disse que “as coisas de valores estão sendo guardadas, agora, no laboratório da escola, que é estucado”.

Seec envia equipe a Porto do Mangue


A Subcoordenadoria de Ensino Médio da Secretaria Estadual de Educação foi na manhã desta quarta-feira (22) ao município de Porto do Mangue para dar assistência à família do jovem de 20 anos, morto  dentro da escola Escola Estadual Professora Josélia de Souza Silva.

Segundo a assessoria de Imprensa da SEED, a equipe se reuniu com a direção da escola para avaliar a situação de segurança e definir possíveis medidas de reforço. O jovem foi morto por esfaqueamento nesta terça-feira (21) por um adolescente de apenas 15 anos de idade, que invadiu a escola.  A agressão teria sido motivada por uma rixa. O menor foi apreendido logo após o ocorrido, por volta das 14h30. O adolescente pulou o muro da escola e conseguiu ter acesso à sala de aula, onde praticou o crime.

FONTE TRIBUNA DO NORTE

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