segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

ORIENTADOR EDUCACIONAL


DEZEMBRO 2017


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CONTATO


VIOLÊNCIA NA ESCOLA


TIROS EM GOIÂNIA



TIROS EM GOIÂNIA


TRAGÉDIA EM ESCOLA

Por Jordan Campos
Sim, um adolescente matou dois colegas de escola com uma arma de fogo. Sim, pessoas desinformadas e com a ajuda da mídia espalham que o bullying foi o motivo. Não, não foi este o motivo. E vou aqui explicar um pouco sobre tudo isto.

Sou pai de quatro filhos, psicoterapeuta clínico de crianças, jovens e adultos e discordo completamente da “desculpa esfarrapada” desta pseudo-versão dos fatos. Bullying é o resultado de um abuso persistente na forma de violência física ou psicológica a uma outra pessoa. Bullying não é a piada sem graça, a ofensa solta ou uma provocação por conta do odor resultante da falta de desodorante por quatro dias, que foi exatamente o “caso” do adolescente que matou seus colegas. O motivo pelo qual o jovem assassinou seus colegas é um conjunto de fatores na formação de sua personalidade sob responsabilidade de seus pais.

O GATILHO que deu o start em seu plano de matar pode ter surgido da provocação de seus colegas, sim. Foi uma reação desmedida, autoritária, perversa e calculada a um conflito em que ele se viu inserido. A falta de preparo emocional e educacional deste jovem para lidar com frustrações é o ponto alto deste simples quebra-cabeças. Quando somos colocados frente a um conflito, ou o enfrentamos, ou fugimos ou paralisamos. As vítimas de bullying costumam paralisar e passam anos no gerúndio do próprio verbo que identifica este problema. Bullying é uma ressaca, um trauma no gerúndio, que vai minando as forças, destruindo a autoestima e a identidade frágil de suas vítimas.

No caso do adolescente em questão ele não teve tempo de ser vítima de bullying, ele simplesmente enfrentou a provocação de ser chamado de fedorento com base em sua formação de personalidade, filosofia de vida, exemplos e criação, reagindo. Colegas de sala disseram que ele era adorador do nazismo, cultuava coisas satânicas e quando provocado dizia que seus pais, que são policiais, iriam matar os provocadores se ele pedisse!!!! BINGO!!!!

NÃO FOI BULLYING - Por mais espantoso que possa ser, desculpem mídia e pseudo-sábios filósofos contemporâneos - o garoto matou porque tinha na sua formação de personalidade uma espécie de autorização para fazer! A identidade deste jovem de 14 anos estava formada em um alicerce que permitia isso. Ele provavelmente iria fazer isso logo logo... Na escola, com o vizinho, na briga de trânsito ou com a namorada que terminasse com ele, e isso nada tem a ver com Bullying. A provocação foi apenas o motivo para “fazer o que já se era.”

Agora, falando do Bullying, digo sem pestanejar que o maior culpado pela sedimentação do bullying e suas prováveis repercussões não são os coleguinhas “maldosos”, e sim a FAMÍLIA de quem sofre este tipo de ação. Se quem sofresse bullying fosse um potencial assassino a humanidade estava extinta. Mata-se muito por traições, brigas de trânsito, desavenças de trabalho, machismo, homofobia... Mas não por Bullying. Do contrário - é muito mais provável um suicídio, depressão, implosão.

O que faz com que alguém resista ou não a uma ação que pode virar bullying? Simples – a capacidade do jovem em lidar com frustrações e aprender a enfrentar seus problemas e conflitos. Esta é a maior prevenção ao bullying – aprender a vencer frustrações se submetendo a elas de forma sadia e com orientação. Aprender a respeitar os pais e a vida. Ter lições diárias de cidadania, direitos humanos - mas o mais importante - passar por frustrações e ter apoio dos pais, sem lamentar e encontrar culpados e sim crescer forte entendendo que neste mundo não podemos ter o controle das coisas.

Pais, ensinem seus filhos a respeitarem vocês e aos outros. Sei que muitos de vocês estão cheio de carências, desesperados em relações funcionais fúteis, e projetando em seus filhos o amor que não tiveram de quem acham que deveriam ter. Negligenciam assim o respeito e querem ser amados - isso contribui para fazer jovens fracos, deprimidos, ansiosos, confusos e vítimas fáceis para o bullying. Lembrem-se: só se ama e se valoriza o que se aprende a respeitar!

Obs: Este texto foi feito com base em informações disponíveis na imprensa e pela polícia até então. Não é um exame, avaliação ou diagnóstico psicoterapeutico, e sim considerações em tese, de cunho geral de muitos anos atendendo jovens como profissional do comportamento.

Por Jordan Campos
www.jordancampos.com.br    


                   

sábado, 14 de outubro de 2017

BLOG DO NOBLAT- VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

Violência nas escolas

Alguns dos problemas enfrentados pela educação brasileira estão nas dificuldades impostas por conteúdos pouco atraentes, na ausência de material didático adequado, na infraestrutura insuficiente, nos planos de carreira docente desestimuladores e nos poucos incentivos à atividade de magistério.
Entretanto, também defrontamo-nos agora com o crescimento exacerbado dos índices de violência, que vem provocando danos irreparáveis ao ambiente escolar.
A violência é influenciada por diversos fatores, entre eles o espaço no qual a escola está inserida, a má utilização da comunicação, algumas regras de disciplina incompatíveis com os tempos atuais e o nível de atraso dos estudantes.
O baixo rendimento escolar, por exemplo, leva alguns estudantes à agressão verbal, ou física, aos seus professores, e também à depredações, em muitos casos das próprias instalações escolares.
Os casos de bullying, que constituem uma forma de violência moral entre os próprios estudantes, são muito frequentes em grande parte das escolas e se avolumaram com o crescimento das redes sociais.
Segundo dados obtidos a partir dos questionários aplicados na Prova Brasil, mais da metade dos professores, diretores e funcionários das escolas públicas relatam casos de violência, alguns contra eles.
A ausência de acompanhamento pela família também favorece o aumento das situações de conflito nas escolas.
Entre os estudantes, a violência aparece com índices preocupantes, pois mais de 70% dos professores e diretores reportam ter presenciado agressão física entre alunos. A situação extrema de furtos e roubos aos professores e gestores também foi constatada em diversas escolas.
Um estudo da UNESCO mostrou que atualmente a sala de aula não garante ao estudante mais segurança do que a rua, tanto em escolas públicas como nas escolas particulares.
Hoje em dia, diretores, professores, funcionários administrativos e alunos são obrigados a conviver com fatos que passaram a fazer parte do cotidiano de alguns dos nossos maiores centros urbanos, como a posse ilegal de armas e o tráfico de drogas.
Na semana que passou, o tema foi discutido numa reunião do Fundo das Nações Unidas para a Infância (a UNICEF).  Nessa reunião, foi divulgado que, no primeiro semestre letivo de 2017, na Cidade do Rio de Janeiro, somente foi possível abrir todas as escolas em apenas 8 dias letivos, de um total de 107 dias, em função dos tiroteios.
A violência corre o risco de ser legitimada, quando aceita passivamente pelos governos.
A descontinuidade nas aulas e nas demais atividades que norteiam o processo de aprendizagem diminui o rendimento escolar.
Nas últimas semanas, por exemplo, sucessivos casos de estudantes atingidos por balas perdidas ocuparam as manchetes dos jornais, demonstrando a escalada da violência, notadamente nas regiões mais pobres do Rio de Janeiro. Resultado: aulas suspensas, afastamento das escolas, abandono de cursos, professores que desistem.
Evidentemente, a educação é prioridade para o desenvolvimento. Ela, entretanto, depende da consecução de outras políticas, entre as quais a de segurança pública que, em muitos casos tem sido relegada a planos secundários.
É urgente e indispensável a recuperação econômica do Rio de Janeiro, segundo maior produto interno bruto da federação, retomando-se a continuidade e o cumprimento do calendário de pagamentos dos salários aos servidores, o reaparelhamento dos órgãos de segurança, assegurando-se igualmente a oferta da assistência social e acompanhamento dos estudantes pelas famílias.

O GLOBO

ROUBO DE CARRO DE PROFESSOR EM MANAUS



Manaus – Um professor, que não teve o nome divulgado, teve o carro roubado no momento em que saía do estacionamento da Escola Municipal São Judas Tadeu, no quilômetro 12 da BR-174, na tarde desta quarta-feira (23). A informação foi confirmada pelo comandante da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), capitão Lucio Landim.
Conforme a polícia, o roubo ocorreu por volta das 13h50. Os suspeitos armados renderam o professor logo após ele tentar entrar no carro, modelo Corsa Classic, de placas não divulgadas. Em seguida, eles fugiram sem ser identificados. De acordo com o capitão, apenas o carro foi levado.
Ainda segundo a polícia, os homens suspeitos estiveram por várias vezes na Escola Municipal Padre Calleri, no Km 14 da mesma rodovia. No local, de acordo com a PM, os suspeitos ficam nas proximidades da unidade observando a rotina dos alunos e do corpo docente.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) confirmou que, no início da tarde desta quarta-feira, foi furtado um carro do estacionamento da unidade de ensino.
A Semed informou, ainda, que a Divisão Distrital Zonal Rural (DDZ Rural), responsável por escolas da área, acionou a Polícia Militar e o Centro de Operações de Segurança Escolar (Cose). A Secretaria disse, também, que as imagens das câmeras serão cedidas à polícia para auxiliar nas investigações.


PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E GARANTIA DA LEI E DA ORDEM


Nesse mês de agosto, a Guarda Civil Municipal de Barreiras esta comemorando 15 anos de serviço público. Empossados em 2002, o efetivo é de 150 guardas civis, que atuam diariamente na segurança do patrimônio público e trânsito, proporcionando também ações de prevenção à violência nas escolas e manutenção da ordem em espaços públicos.
Para apresentar o trabalho que vem sendo desenvolvido na comunidade, a Secretaria de Segurança Cidadã e o Comando da GCM realizaram nas escolas municipais Otavio Mangabeira, Luiz Viana e Padre Vieira um bate papo com os estudantes do 5º ao 9º ano, apresentando o serviço da corporação e medidas preventivas contra a violência, delitos e venda de drogas nas proximidades de escolas.

Conforme o comandante da GCM, Gilmar Rodrigues, esta é uma maneira de transmitir diretamente a mensagem aos adolescentes. “Utilizando essa linguagem facilitada e direta, conseguimos cativar os alunos e explicar sobre o que realmente é importante, como prevenção a drogas, violência e comportamentos inadequados dentro das escolas. Essa ação da GCM também, se estenderá aos pais, diretores e professores, para que a conscientização chegue ao cotidiano da comunidade escolar”, ressaltou.
Para o Secretário de Segurança Cidadã e Trânsito, Luiz Vidal, essas palestras comemorativas contribuem não só para a conscientização dos estudantes em relação à violência, mas também para a preservação dos espaços escolares e manutenção da ordem nesses locais. “Esse trabalho de aproximação da GCM com os estudantes, professores e comunidade escolar é essencial. Temos realizado o patrulhamento escolar e conseguido coibir furtos, roubos e depredação do patrimônio público, e nosso trabalho vai continuar sendo intensificado”, ressaltou o secretário.
Na próxima semana, a programação comemorativa contará com a realização do circuito funcional “Amigos da Guarda” e a solenidade de homenagem aos 15 anos de serviço público que acontecerá no Centro Cultural.


RELATO DE UMA MÃE - ESCOLA DO DISTRITO FEDERAL



A escola tem aproximadamente 600 alunos entre 6 e 11 anos, distribuídos em dois turnos, e nenhum vigilante ou porteiro durante o dia. Beatriz conta que, por causa dos assaltos recorrentes, os professores compraram, com recursos próprios, um interfone com câmera e instalaram no portão da instituição. 

 

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